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Recebendo o dinheiro da licença do Windows de volta

Pode parecer estranho, mas muita gente não sabe que é crime vender o computador junto com o Windows. É a famosa “venda casada”. Não vou me alongar muito, apenas leiam o sensacional relato de um usuário na sua cruzada para receber o seu dinheiro de volta. Simplesmente sensacional!

http://ottosteixeira.wordpress.com/2010/03/21/como-conseguir-o-reembolso-pelo-windows-oem/

Linux como mudança de mentalidade

…fui a reunião com o gerente de TI da informática do meu trabalho… e, num papo pós-reunião com ele, me caíram vááárias fichas… serviu para consolidar e compreender vários dos aspectos que formam uma mentalidade… e que só quando se muda a mentalidade, com os valores, mudam as práticas, o tempo e o sentido das coisas.

 
Acredito que a questão do Software Livre não passa pelo dinheiro, pela gratuidade, como ponto principal. Esse pode ser o chamariz inicial, mas está longe da amplitude e das possibilidades da GPL. Significa comunidade, pertencimento a um grupo, não apenas espacial, mas composto por múltiplos participantes fragmentados pelo mundo. A comunidade, tradicionalmente, tinha um caráter local, o que é retomado e recontextualizado… evidentemente diversos elementos fragmentadores permanecem…

No mundo atual, a sensação de distanciamento só aumenta e, mesmo com todo o seu espaço, existem estruturas cada vez maiores e mais, aparentemente, opressoras. Falar com o desenvolvedor do programa que você está utilizando e pedí-lo para desenvolver sua aplicação para tal especificidade, assim, “cara-a-cara”, é inimaginável na mentalidade “proprietária” – o lucro permeia a relação, impede e isola cada vez mais cada ator, ampliando, assim, a alienação da produção e do trabalho.

Mas “Software Livre” lida também com a concepção de avanço tecnológico e a obsolescência programada. Me deparei hoje, pela primeira vez, com uma pessoa falando que o padrão de mercado, BOM, para desktop empresarial, era um Pentium4 2.8 GhZ com 1GB Ram, que a gente que estava acostumado com ninharia. Será isso mesmo ou será que os mundos descolaram um do outro e a antítese entre eles vai deixar de acontecer?

Penso nesse modelo, que garante o consumo incessante de máquinas novas, evidentemente amparado por software cada vez mais potente e, sobretudo, pesado. Frente a isso, há o desenvolvimento do software livre, que trabalha com muitos paradigmas (se é que essa frase é possível) … é viável o micro velho, atualmente abandonado às traças, como o Pentium 133, o 486 DX2, com 32 ou mesmo 16mb de ram… como é viável o Pentium4 com 1 ou 2 GB de Ram… em funções diferentes… não precisamos de P4 para tudo. Por favor, é um total desperdício de energia, trabalho, tempo e matéria prima (todos convertidos em dinheiro), que serão usados para um Office cada vez mais pesado e com ferramentas inúteis.

E é o modelo que está aí, para ser batido. Quero insistir, assim, na computação paralela, na computação distribuída e, claro, com toda a certeza, na volta da força do Main-Frame! Verdade! Pois nem todo mundo precisa de um processador 64 ou, em breve, 128 bits… mas determinados processos PRECISAM. Os 90% do resto, não!!!

Software livre envolve uma mudança de paradigma total. Quando me deparei com aquele universo nessa reunião, que para mim constitui outra realidade, vi que realmente estava imerso em um mundo à parte. Não sei se era o mundo das “ninharias”, como me foi dito… mas acredito que é com o mundo real, paralelo, subjugado… que, o Universo Linux come por todos os lados, para a minha esperança, pois ele vai bem tanto no novo-novíssimo quando no velho-velhíssimo.

Por isso, acredito que o Linux e o mundo Linux contribuem em uma parte do que considero base para uma mudança social que poderá surgir… isto é, se a distância entre os mundos não aumentar mais absurdamente e impedir tudo, inclusive os conflitos sociais. Ou é esse degrau que fará com que o mundo descolado da realidade desabe e se esfacele. Como disse o “profético” Marx, hein???

Por: Fernão Lopes Ginez de Lara

Um pouco de História

Na início da década de 70, fruto de necessidade original dos Laboratórios Bell, surgiu um sistema operacional chamado UNIX. Em 1973, após o surgimento da linguagem de programação “C”, o UNIX foi reescrito nessa linguagem. Logo, embora sem tanta empolgação no campo acadêmico, ganhou força no mundo dos negócios.

Já o Linux foi escrito por Linus Torvalds, e muitas são as pessoas que vêm colaborando com o seu desenvolvimento desde então. Está sob a licença de uso da GNU General Public License (GPL). Esta é uma licença escrita pela Free Software Foundation (FSF). Falando em termos simples, você tem o direito de cobrar o quanto quiser por sua cópia, mas não pode impedir a outra pessoa de distribuir gratuitamente. A licença também diz que qualquer um que modificar o programa também deve lançar esta sua versão sob a mesma licença.

fonte. www.vivaolinux.com.br



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